Olá galera,
Mais uma vez estou aqui para falar sobre um assunto muito importante, a DENGUE.
Passa ano entra ano e as coisas só pioram, a minha pergunta é: Estamos
fazendo nossa parte?
Ando pelas ruas e vejo aquele monte de lixo jogado nas ruas, certas
esquinas cheias de entulho, por mais que se limpe, no dia seguinte tem mais
lixo jogado, desde sacolinhas plásticas a sofás.
Ai eu me pergunto será que as pessoas tem consciência de como é
importante a atitude de cada um nesse caso?
Não sei , mas deixo aqui meu apelo para vocês não joguem nenhum tipo de
lixo na rua, pois até um papel de bala pode acumular água e virar um criadouro
do mosquito, façam a sua parte e comece desde cedo a ensinar seus pequenos,
pois no futuro se tornarão exemplos e assim faremos um Mundo melhor.
Tentei colher informações para nos ajudar a reconhecer os sintomas e os
cuidados com a medicação para alívio desses sintomas.
A dengue é uma doença grave e pode matar em uma semana se não for
tratada com a atenção que merece.
A indicação para alívio dos primeiros sintomas da dengue é utilização do
PARACETAMOL, mas o que muita gente não sabe é que a utilização errada desse
medicamento pode causar intoxicação gravíssima, e em alguns casos levar a morte
por falência do fígado. Por isso é de extrema importância em primeiro lugar
procurar ajuda médica, e saber que não é só o ASS (ÁCIDO ACETILSALICÍLICO)
que pode matar nos casos de dengue. Sempre anote o horário e a dose de
medicamento ingerido, ao procurar um médico informe qual medicamento tomou para
que não haja essa intoxicação.
Sobre a dengue:
O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes
aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em
depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas.
Existem 4 tipos diferentes desse vírus: os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Todos
podem causar as diferentes formas da doença.
Observação importante: Depois de muitos anos sem registro de nenhum caso
de contaminação, o sorotipo 4 voltou a circular em alguns estados do Brasil.
Especialmente as crianças e os jovens não desenvolveram imunidade contra ele.
Por isso e para evitar a dispersão desse vírus, o Ministério da Saúde
determinou que todos os casos suspeitos de dengue 4 sejam considerados de
comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas.
Sintomas:
A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.
Tipos da doença:
a) Dengue clássica
Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início
repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas,
atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a
7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode
persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.
Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada
apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode
estar presente ou não.
b) Dengue hemorrágica
As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma
clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder,
aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal,
rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de
outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e
nas vias urinárias.
c) Síndrome do choque associado à dengue
O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações:
alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade
extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios,
insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural. As manifestações
neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na
convalescença.
( fonte: http://drauziovarella.com.br/destaque2/dengue/ )
Um dos medicamentos mais eficazes contra dor e febre na minha opinião é
a Dipirona, mas tem seus riscos e em alguns países nem é utilizada, por estar
associada a uma síndrome rara: mas um dos meus filhos
tem alergia a ela e por esse motivo nem tenho dipirona em casa, passei a
usar Ibuprofeno em casos de febre pois é um medicamento muito eficiente, mas
descobri que em casos de dengue deve ser evitado por ter efeito
anti-inflamatório e interferem no processo de coagulação do sangue.
Por isso separei uma entrevista do Dr. Drauzio Varella, e um post de uma
Clinica Pediátrica que achei no Facebook, o link de ambas estão no
final do texto. São informações importantes e podem ajudar na hora da
dúvida.
Entrevista do Dr. Drauzio:
RISCOS DO PARACETAMOL (OU ACETAMIFENO):
Drauzio – Quais são os principais cuidados que se deve tomar com o uso do paracetamol? (É importante observar que, por razões óbvias, não citamos os nomes comerciais dos medicamentos, mas basta ler os rótulos para saber a substância que eles contêm.)
Anthony Wong – O paracetamol ou acetaminofeno, como é conhecido nos Estados
Unidos, é um remédio extremamente útil nos casos de febre e dor, mas há outros
medicamentos no mercado (inclusive o AAS) mais eficazes do que ele. No entanto,
nos Estados Unidos, até bem pouco tempo, ele era praticamente o único
antipirético e analgésico indicado, o que provocou falsa sensação de segurança
e seu uso se popularizou nos outros países. O problema é que, como seu efeito
analgésico é menos eficiente, a tendência é aumentar a dosagem. Doses mais
altas podem provocar uma lesão hepática irreversível só corrigida com o
transplante de fígado. O pior é que não é difícil alcançar essa superdosagem,
porque o paracetamol é um analgésico menos ativo e está presente em outros
medicamentos, como acontece com quase todos os antigripais.
Um adulto não pode tomar mais de 4 gramas de paracetamol por dia.
Se tomar dois comprimidos de 750mg, porque um é pouco para combater a dor que
está sentido, já ingeriu 1,5g. Depois, se decidir tomar dois comprimidos do
antigripal mais vendido no mercado, que tem 400mg de paracetamol cada um, três
vezes num mesmo dia, o risco de intoxicar-se aumentará consideravelmente.
Se a pessoa tiver ingerido mais de três doses de álcool, se estiver
vomitando há mais de doze horas, com diarreia há mais de 48 horas, febre acima
de 39,5 graus, ou for portadora de doenças tropicais, especialmente de dengue,
deve tomar paracetamol com muito cuidado, porque essa substância pode provocar
lesões hepáticas com mais facilidade.
Drauzio – Vamos repetir essa informação, porque ela é muito
importante. As pessoas que beberam demais na noite anterior, que estão
com diarreia há mais de 48 horas ou vomitado intensamente há mais de 12 horas,
pessoas desnutridas ou com doenças tropicais como a dengue, por exemplo, que
tiveram ou têm hepatite B e C, devem ter cautela ao usar qualquer formulação
que contenha paracetamol. O estranho nisso tudo é saber que o Ministério da
Saúde recomendava receitar esse medicamento para as pessoas com dengue, já que
a aspirina era contraindicada nesses casos. Na última epidemia da doença no Rio
de Janeiro, encontrei uma menina que tomava dois comprimidos de
paracetamol de 750mg de cada vez e, no espaço de poucas horas, havia tomado 12
comprimidos, portanto 9 gramas do remédio, porque a febre não baixava.
Certamente, ela correu risco de precipitar um problema hepático muito sério.
Anthony Wong - Até o ano de 2001, essa era realmente a orientação do Ministério
da Saúde. Aí começaram a aparecer episódios inexplicáveis de lesão hepática com
suspeita de que tivessem sido provocados por excesso de paracetamol e o
Ministério já se manifestou a respeito afirmando que a dipirona também pode ser
recomendada.
Por isso, volto a repetir que remédios considerados seguros outrora,
hoje, à luz de novas evidências epidemiológicas, devem ser usados com cuidado.
Tanto isso é verdade que recentemente médicos americanos fizeram um apelo
veemente ao FDA (Food and Drugs Administration) para que os
produtos contendo acetaminofeno, o outro nome do paracetamol, recebam tarja
preta e o aviso: “Se estiver tomando outro remédio que contenha acetaminofeno,
cautela: este produto também contém essa substância).
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA DIPIRONA
Drauzio – Acho curioso receitar paracetamol se existe a dipirona, um
analgésico e antitérmico bastante seguro e eficaz.
Anthony Wong – Provavelmente o Brasil seja um dos maiores consumidores de
dipirona do mundo. Entretanto, há a suspeita de que ela possa causar algumas
doenças, felizmente não muito frequentes, como alterações na medula óssea, o
órgão formador de sangue. Além disso, nos Estados Unidos, foi levantada a
possibilidade da vinculação da dipirona com a agranulocitose, ou seja, a
diminuição dos glóbulos brancos.
Em 1986, porém, um grupo de pesquisadores europeus fez um trabalho
internacional com mais de 23 milhões de pessoas analisando a dipirona, o
paracetamol ou acetaminofeno e o AAS quanto à incidência de doenças como
aplasia medular e a agranulocitose e a conclusão foi que a pesquisa original
americana tinha sido mal conduzida.
De qualquer forma, isso não isenta completamente a dipirona de
apresentar efeitos colaterais como a diminuição mais acelerada da temperatura e
o aumento da sensação de fraqueza. Além disso, existem pessoas alérgicas a essa
substância.
Vamos resumir: analgésicos, antiespasmódicos, remédios para gripe, como
quaisquer outros, devem ser usados com cautela, porque não existe medicamento
que esteja livre de efeitos colaterais indesejados.
fonte: (fonte: http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/automedicacao-e-autoprescricao/)
Dicas de um pediatra:
PARACETAMOL X DIPIRONA X IBUPROFENO
Após ter entendido a importância de ter um quadro febril, evidenciando
um sistema imunológico atuante e eficiente, precisamos ter um plano de uso do
“arsenal terapêutico” para controle de febre/dor.
“RISQUEM do mapa” a possibilidade de medicamentos anti-inflamatórios com
a intenção antitérmica. Essas substâncias, chamadas de anti-inflamatórios não
esteroides (AINES), possuem capacidade analgésica, anti-inflamatória e
antitérmica, nas quais devem ser evitadas em todas as patologias
infectocontagiosas, (amidalites purulentas, infecção de ouvidos, pneumonias,
infecção urinária...). Essas doenças têm a sua evolução clínica alterada pelos
AINES, “escondendo” a dor e a febre, atrasando o diagnóstico e principalmente
imunocomprometendo (diminuindo a imunidade) do paciente. Nesse grupo de
medicamentos encontramos o Diclofenaco, Nimesulida, Piroxican...
As medicações utilizadas rotineiramente para o controle da febre e dor
são o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno. Este último é um AINE, porém, nas
doses recomendadas, tem baixo poder anti-inflamatório.
O PARACETAMOL tem o tempo de inicio mais lento e o de menos tempo de
efeito. Dura muito bem 4 horas e se prolonga até 6 horas. É seguro, o nível de
toxidade gástrica é baixo, não facilita hemorragias e não é constipante,( o que
deve ser evitado nos casos de diarreia). Deve ser evitado em quadros de doenças
do fígado ou que comprometem a função hepática.
A DIPIRONA tem inicio de ação rápida, (de 10-15 min), possui alto poder
analgésico e antitérmico. O efeito do medicamento é eficaz por 6 horas; É uma
medicação segura, porém, tem efeito constipante, diminuindo o transito
intestinal. A dipirona deve ser evitada em pacientes com numero de glóbulos
brancos baixos. É a única que temos disponíveis em forma de supositório,
(infantil/adulto), o que é uma opção para os pacientes que apresentam vômitos.
O IBUPROFENO tem início rápido (20 min), possui poder analgésico e
antitérmico, e é o que possui efeito mais longo (8 horas), o que pode ser uma
desvantagem quando o quadro clínico não está claro, escondendo o padrão da
curva térmica por muito tempo. Deve ser evitado em pacientes com problemas de
coagulação, pois, como todo AINE, tem efeito antiagregante plaquetário,
facilitando hemorragias. É a medicação “da moda” nas emergências e nos
consultórios pediátricos, por isso, o meu maior receio é a perda de critérios
no momento da prescrição. É comum o médico prescrever no “automático” a
medicação juntamente com outros AINES, o que é PROIBIDO, além de outras situações,
como o risco do paciente, por exemplo, ter dengue.
Saliento que todas as medicações citadas acima tem efeito mais rápido
sendo utilizadas em
GOTAS,quando comparadas a mesma medicação oferecida em soluções
utilizadas em ml (xarope/solução oral). A forma mais rápida é a endovenosa ou
intramuscular, porém não está disponível para o paracetamol.
Como regra geral, devemos “dar um tempo” para a medicação ter o seu
efeito no controle da febre. Inclusive, nesse tempo, a febre pode até continuar
subindo, pois, como disse antes, o efeito não é instantâneo!
Devemos esperar cerca de 1hora para medir novamente a febre. Se não
baixou, ou se baixou muito pouco (no caso de uma febre muito alta) após esse
tempo podemos utilizar outra medicação (não a mesma). Aguardamos 1hora ou um
pouco mais...medimos a febre e se não abaixou, usamos outra medicação diferente
das duas anteriormente utilizadas.
Tenha em mente que se utilizar remédios dessa forma, terão efeitos
antitérmicos somados, o que pode causar após algum tempo outros efeitos
adversos, como a hiportemia, (o contrário da febre), situação péssima para o
bom funcionamento do sistema imunológico.
Caso a febre tenha voltado antes do término do efeito do remédio
(paracetamol 4horas; dipirona 6horas; ibuprofeno 8horas), está também
autorizado o uso do medicamento antitérmico diferente deste.
A ordem que costumo orientar os familiares no meu consultório é utilizar
primeiro o paracetamol, segundo dipirona, terceiro ibuprofeno. Esta ordem pode
ser alterada em situações especiais, como em vômitos, em diarreias...
Se a febre baixa como desejado e volta somente após o termino do efeito
do medicamento sugerido, NÃO utilizar outros remédios e sim repetir o
medicamento utilizado inicialmente. Por isso, tenho a preferência inicial pelo
paracetamol, pois tem efeito curto, é eficiente, não esconde sintomas por muito
tempo, não “tranca” diarreia, é barato, fácil encontrar e existe formulas de
sabor bastante agradável no mercado.
Isso é assunto para um capitulo de livro, mas tentei colocar de forma
prática e objetiva. Espero ter ajudado.
(fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?id=437081636373030&story_fbid=442770219137505)
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