Páginas

sábado, 9 de maio de 2015

Dengue: sintomas e tratamento.

Olá galera,

Mais uma vez estou aqui para falar sobre um assunto muito importante, a DENGUE
Passa ano entra ano e as coisas só pioram, a minha pergunta é: Estamos fazendo nossa parte?

Ando pelas ruas e vejo aquele monte de lixo jogado nas ruas, certas esquinas cheias de entulho, por mais que se limpe, no dia seguinte tem mais lixo jogado, desde sacolinhas plásticas a sofás. 
Ai eu me pergunto será que as pessoas tem consciência de como é importante a atitude de cada um nesse caso?
Não sei , mas deixo aqui meu apelo para vocês não joguem nenhum tipo de lixo na rua, pois até um papel de bala pode acumular água e virar um criadouro do mosquito, façam a sua parte e comece desde cedo a ensinar seus pequenos, pois no futuro se tornarão exemplos e assim faremos um Mundo melhor. 

Tentei colher informações para nos ajudar a reconhecer os sintomas e os cuidados com a medicação para alívio desses sintomas.
A dengue é uma doença grave e pode matar em uma semana se não for tratada com a atenção que merece. 
A indicação para alívio dos primeiros sintomas da dengue é utilização do PARACETAMOL, mas o que muita gente não sabe é que a utilização errada desse medicamento pode causar intoxicação gravíssima, e em alguns casos levar a morte por falência do fígado. Por isso é de extrema importância em primeiro lugar procurar ajuda médica, e saber que não é só o ASS (ÁCIDO ACETILSALICÍLICO) que pode matar nos casos de dengue. Sempre anote o horário e a dose de medicamento ingerido, ao procurar um médico informe qual medicamento tomou para que não haja essa intoxicação.


Sobre a dengue: 

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas.
Existem 4 tipos diferentes desse vírus: os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Todos podem causar as diferentes formas da doença.
Observação importante: Depois de muitos anos sem registro de nenhum caso de contaminação, o sorotipo 4 voltou a circular em alguns estados do Brasil. Especialmente as crianças e os jovens não desenvolveram imunidade contra ele. Por isso e para evitar a dispersão desse vírus, o Ministério da Saúde determinou que todos os casos suspeitos de dengue 4 sejam considerados de comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas.

Sintomas:

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.

Tipos da doença: 

a) Dengue clássica
Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.
Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.
b) Dengue hemorrágica
As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.
c) Síndrome do choque associado à dengue
O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural. As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

( fonte: http://drauziovarella.com.br/destaque2/dengue/ )

Um dos medicamentos mais eficazes contra dor e febre na minha opinião é a Dipirona, mas tem seus riscos e em alguns países nem é utilizada, por estar associada a uma síndrome rara:  mas um dos meus filhos tem alergia a ela e por esse motivo nem tenho dipirona em casa, passei a usar Ibuprofeno em casos de febre pois é um medicamento muito eficiente, mas descobri que em casos de dengue deve ser evitado por ter efeito anti-inflamatório e interferem no processo de coagulação do sangue. 
Por isso separei uma entrevista do Dr. Drauzio Varella, e um post de uma Clinica Pediátrica que achei no Facebook, o link de ambas estão no final do texto. São informações importantes e podem ajudar na hora da dúvida. 

Entrevista do Dr. Drauzio:

RISCOS DO PARACETAMOL (OU ACETAMIFENO): 

Drauzio – Quais são os principais cuidados que se deve tomar com o uso do paracetamol? (É importante observar que, por razões óbvias, não citamos os nomes comerciais dos medicamentos, mas basta ler os rótulos para saber a substância que eles contêm.)
Anthony Wong – O paracetamol ou acetaminofeno, como é conhecido nos Estados Unidos, é um remédio extremamente útil nos casos de febre e dor, mas há outros medicamentos no mercado (inclusive o AAS) mais eficazes do que ele. No entanto, nos Estados Unidos, até bem pouco tempo, ele era praticamente o único antipirético e analgésico indicado, o que provocou falsa sensação de segurança e seu uso se popularizou nos outros países. O problema é que, como seu efeito analgésico é menos eficiente, a tendência é aumentar a dosagem. Doses mais altas podem provocar uma lesão hepática irreversível só corrigida com o transplante de fígado. O pior é que não é difícil alcançar essa superdosagem, porque o paracetamol é um analgésico menos ativo e está presente em outros medicamentos, como acontece com quase todos os antigripais.
Um adulto não pode tomar mais de 4 gramas de paracetamol por dia.  Se tomar dois comprimidos de 750mg, porque um é pouco para combater a dor que está sentido, já ingeriu 1,5g. Depois, se decidir tomar dois comprimidos do antigripal mais vendido no mercado, que tem 400mg de paracetamol cada um, três vezes num mesmo dia, o risco de intoxicar-se aumentará consideravelmente.
Se a pessoa tiver ingerido mais de três doses de álcool, se estiver vomitando há mais de doze horas, com diarreia há mais de 48 horas, febre acima de 39,5 graus, ou for portadora de doenças tropicais, especialmente de dengue, deve tomar paracetamol com muito cuidado, porque essa substância pode provocar lesões hepáticas com mais facilidade.
Drauzio – Vamos repetir essa informação, porque ela é muito importante.  As pessoas que beberam demais na noite anterior, que estão com diarreia há mais de 48 horas ou vomitado intensamente há mais de 12 horas, pessoas desnutridas ou com doenças tropicais como a dengue, por exemplo, que tiveram ou têm hepatite B e C, devem ter cautela ao usar qualquer formulação que contenha paracetamol. O estranho nisso tudo é saber que o Ministério da Saúde recomendava receitar esse medicamento para as pessoas com dengue, já que a aspirina era contraindicada nesses casos. Na última epidemia da doença no Rio de Janeiro, encontrei uma menina que tomava dois comprimidos de  paracetamol de 750mg de cada vez e, no espaço de poucas horas, havia tomado 12 comprimidos, portanto 9 gramas do remédio, porque a febre não baixava. Certamente, ela correu risco de precipitar um problema hepático muito sério.
Anthony Wong - Até o ano de 2001, essa era realmente a orientação do Ministério da Saúde. Aí começaram a aparecer episódios inexplicáveis de lesão hepática com suspeita de que tivessem sido provocados por excesso de paracetamol e o Ministério já se manifestou a respeito afirmando que a dipirona também pode ser recomendada.
Por isso, volto a repetir que remédios considerados seguros outrora, hoje, à luz de novas evidências epidemiológicas, devem ser usados com cuidado. Tanto isso é verdade que recentemente médicos americanos fizeram um apelo veemente ao FDA (Food and Drugs Administration) para que os produtos contendo acetaminofeno, o outro nome do paracetamol, recebam tarja preta e o aviso: “Se estiver tomando outro remédio que contenha acetaminofeno, cautela: este produto também contém essa substância).

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA DIPIRONA
Drauzio – Acho curioso receitar paracetamol se existe a dipirona, um analgésico e antitérmico bastante seguro e eficaz.
Anthony Wong – Provavelmente o Brasil seja um dos maiores consumidores de dipirona do mundo. Entretanto, há a suspeita de que ela possa causar algumas doenças, felizmente não muito frequentes, como alterações na medula óssea, o órgão formador de sangue. Além disso, nos Estados Unidos, foi levantada a possibilidade da vinculação da dipirona com a agranulocitose, ou seja, a diminuição dos glóbulos brancos.
Em 1986, porém, um grupo de pesquisadores europeus fez um trabalho internacional com mais de 23 milhões de pessoas analisando a dipirona, o paracetamol ou acetaminofeno e o AAS quanto à incidência de doenças como aplasia medular e a agranulocitose e a conclusão foi que a pesquisa original americana tinha sido mal conduzida.
De qualquer forma, isso não isenta completamente a dipirona de apresentar efeitos colaterais como a diminuição mais acelerada da temperatura e o aumento da sensação de fraqueza. Além disso, existem pessoas alérgicas a essa substância.
Vamos resumir: analgésicos, antiespasmódicos, remédios para gripe, como quaisquer outros, devem ser usados com cautela, porque não existe medicamento que esteja livre de efeitos colaterais indesejados.

fonte: (fonte: http://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/automedicacao-e-autoprescricao/)

Dicas de um pediatra: 


PARACETAMOL X DIPIRONA X IBUPROFENO

Após ter entendido a importância de ter um quadro febril, evidenciando um sistema imunológico atuante e eficiente, precisamos ter um plano de uso do “arsenal terapêutico” para controle de febre/dor.

“RISQUEM do mapa” a possibilidade de medicamentos anti-inflamatórios com a intenção antitérmica. Essas substâncias, chamadas de anti-inflamatórios não esteroides (AINES), possuem capacidade analgésica, anti-inflamatória e antitérmica, nas quais devem ser evitadas em todas as patologias infectocontagiosas, (amidalites purulentas, infecção de ouvidos, pneumonias, infecção urinária...). Essas doenças têm a sua evolução clínica alterada pelos AINES, “escondendo” a dor e a febre, atrasando o diagnóstico e principalmente imunocomprometendo (diminuindo a imunidade) do paciente. Nesse grupo de medicamentos encontramos o Diclofenaco, Nimesulida, Piroxican...

As medicações utilizadas rotineiramente para o controle da febre e dor são o paracetamol, a dipirona e o ibuprofeno. Este último é um AINE, porém, nas doses recomendadas, tem baixo poder anti-inflamatório.


O PARACETAMOL tem o tempo de inicio mais lento e o de menos tempo de efeito. Dura muito bem 4 horas e se prolonga até 6 horas. É seguro, o nível de toxidade gástrica é baixo, não facilita hemorragias e não é constipante,( o que deve ser evitado nos casos de diarreia). Deve ser evitado em quadros de doenças do fígado ou que comprometem a função hepática.


A DIPIRONA tem inicio de ação rápida, (de 10-15 min), possui alto poder analgésico e antitérmico. O efeito do medicamento é eficaz por 6 horas; É uma medicação segura, porém, tem efeito constipante, diminuindo o transito intestinal. A dipirona deve ser evitada em pacientes com numero de glóbulos brancos baixos. É a única que temos disponíveis em forma de supositório, (infantil/adulto), o que é uma opção para os pacientes que apresentam vômitos.


O IBUPROFENO tem início rápido (20 min), possui poder analgésico e antitérmico, e é o que possui efeito mais longo (8 horas), o que pode ser uma desvantagem quando o quadro clínico não está claro, escondendo o padrão da curva térmica por muito tempo. Deve ser evitado em pacientes com problemas de coagulação, pois, como todo AINE, tem efeito antiagregante plaquetário, facilitando hemorragias. É a medicação “da moda” nas emergências e nos consultórios pediátricos, por isso, o meu maior receio é a perda de critérios no momento da prescrição. É comum o médico prescrever no “automático” a medicação juntamente com outros AINES, o que é PROIBIDO, além de outras situações, como o risco do paciente, por exemplo, ter dengue.

Saliento que todas as medicações citadas acima tem efeito mais rápido sendo utilizadas em 


GOTAS,quando comparadas a mesma medicação oferecida em soluções utilizadas em ml (xarope/solução oral). A forma mais rápida é a endovenosa ou intramuscular, porém não está disponível para o paracetamol. 

Como regra geral, devemos “dar um tempo” para a medicação ter o seu efeito no controle da febre. Inclusive, nesse tempo, a febre pode até continuar subindo, pois, como disse antes, o efeito não é instantâneo!

Devemos esperar cerca de 1hora para medir novamente a febre. Se não baixou, ou se baixou muito pouco (no caso de uma febre muito alta) após esse tempo podemos utilizar outra medicação (não a mesma). Aguardamos 1hora ou um pouco mais...medimos a febre e se não abaixou, usamos outra medicação diferente das duas anteriormente utilizadas.


Tenha em mente que se utilizar remédios dessa forma, terão efeitos antitérmicos somados, o que pode causar após algum tempo outros efeitos adversos, como a hiportemia, (o contrário da febre), situação péssima para o bom funcionamento do sistema imunológico.

Caso a febre tenha voltado antes do término do efeito do remédio (paracetamol 4horas; dipirona 6horas; ibuprofeno 8horas), está também autorizado o uso do medicamento antitérmico diferente deste.

A ordem que costumo orientar os familiares no meu consultório é utilizar primeiro o paracetamol, segundo dipirona, terceiro ibuprofeno. Esta ordem pode ser alterada em situações especiais, como em vômitos, em diarreias...

Se a febre baixa como desejado e volta somente após o termino do efeito do medicamento sugerido, NÃO utilizar outros remédios e sim repetir o medicamento utilizado inicialmente. Por isso, tenho a preferência inicial pelo paracetamol, pois tem efeito curto, é eficiente, não esconde sintomas por muito tempo, não “tranca” diarreia, é barato, fácil encontrar e existe formulas de sabor bastante agradável no mercado.

Isso é assunto para um capitulo de livro, mas tentei colocar de forma prática e objetiva. Espero ter ajudado.

(fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?id=437081636373030&story_fbid=442770219137505)

0 comentários:

Postar um comentário